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A EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE, A MICROPOLÍTICA DO TRABALHO VIVO E O CUIDADO DE SI E DOS OUTROS: FERRAMENTAS FRENTE À TENSÃO COTIDIANA DOS SERVIÇOS DE SAÚDE
Caracterizacao do problema, descricao da experiencia O caminhar dos trabalhadores nos servicos de saude e um desafio frente ao grande numero de adversidades inerentes ao campo e as disputas diarias pela implementacao de servicos mais cuidadores e em defesa da vida. Frente a estes desafios, em meu primeiro emprego fora da academia, como farmaceutico em uma Unidade Basica de Saude, tive a oportunidade de problematizar varias das minhas apostas. Observei que conceitos interessantes como projetos terapeuticos e arranjos de gestao coletiva tinham que ser ressignificados, de acordo com as singularidades e resistencias do servico. Acoes de cuidado e de gestao compartilhadas tiveram que ser produzidas como puderam, ou seja, pelos corredores, no horario do cafe, por e-mails descompromissados, frente os discursos de impotencia cotidianos e nos mais diversos locais e espacos. Conceitos como os da micropolitica do trabalho vivo em ato, do cuidado em saude e de educacao permanente, foram importantes de tal modo que pude atribuir novos significados ao meu processo de trabalho no servico (MERHY e FEUERWERKER 2009, CECCIM 2005). Com estas ferramentas, pude encontrar subsidio para a abertura de minha sensibilidade na busca da producao de mais potencia nas mais diversas possibilidades, mesmo que discretas do cotidiano. Coloquei-me aberto a pautar minhas acoes por tecnologias leves, em construcao nas oportunidades em acontecimento (MERHY, 1998). E com isso, caminhei em um processo pedagogico construido a partir das minhas vivencias, enfrentamentos e apostas do dia a dia. Conceitos e arranjos ideais foram substituidos pelas possibilidades cotidianas, e a educacao permanente passou a ser presente em todos os momentos, espacos, acontecimentos. E mesclando-se a este processo pedagogico, o cuidado se tornou estrategico no processo de trabalho. Desconfortos, desejos, ansiedades, militância, implicacoes, minhas e dos outros, foram cruciais de modo a se problematizar e produzir estrategias mais potentes tanto de gestao, quanto de apostas na autonomia e existencia do proprio trabalhador, de seus colegas e de usuarios (MERHY 2004). Efeitos alcancados e recomendacoes. Venho tendo a oportunidade de colocar minha autoanalise de forma produtiva frente as adversidades dos servicos de saude. Estrategias que foquem na valorizacao da existencia dos trabalhadores de formas cuidadoras, podem ter implicacoes importantes para a producao tanto de arranjos de gestao quanto acoes pedagogicas mais potentes.