O agronegócio voltado para a produção e beneficiamento florestal está em constante expansão em todo mundo, em especial na região norte e nordeste do Brasil. No entanto, fatores como as doenças das plantas podem restringir essa expansão. Mas, a partir do conhecimento sobre doenças em espécies florestais é possível evitar e/ou reduzir danos e perdas para produtores e indústrias de madeira e seus derivados. Logo, o objetivo com esse estudo foi revisar os relatos científicos da ocorrência de doenças nas principais espécies florestais cultivadas no Maranhão e regiões adjacentes. Foram encontrados relatos de doenças nas culturas de eucalipto, jaborandi, plantas ornamentais, paricá, teca e seringueira. Foram relatadas doenças em espécies florestais ocorrendo nos municípios de Imperatriz, Açailândia, Barra do Corda, São Luís, Paço do Lumiar, São Raimundo das Mangabeiras, Estreito e Dom Eliseu. A maior parte das doenças relatadas foram de etiologia fúngica. Foram compiladas dessas publicações as descrições sobre sintomas das doenças, os testes realizados para identificação dos agentes etiológicos, as condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento dessas doenças e as respectivas medidas de manejo. Nessa revisão também é abordado sobre as principais doenças para cada uma das espécies, considerando sua etiologia, sintomatologia, epidemiologia e manejo. Assim foi possível concluir que apesar do potencial e favorabilidade para o desenvolvimento do setor florestal do estado do Maranhão e adjacências, as doenças nas plantas podem limitar essa produção. Essa é a primeira reunião de informações sobre fitopatologia florestal para a região e que dão subsídio para propor práticas de manejo sustentáveis.