A oftalmopatia hipertensiva é uma complicação ocular da hipertensão arterial sistêmica, que pode levar ao comprometimento da acuidade visual. Este artigo discute sua patogênese, diagnóstico, classificação, tratamento, prognóstico e complicações. A condição se desenvolve em fases: vasoconstritiva, esclerótica e exsudativa, resultando em alterações vasculares e danos retinianos devido ao aumento da pressão arterial e à arteriosclerose. O diagnóstico é, geralmente, realizado por fundoscopia, mas também pode incluir angiografia com fluoresceína e tomografia de coerência óptica, essenciais para identificar alterações precoces. A classificação da retinopatia hipertensiva, conforme Keith-Wagener-Baker, varia de estreitamento arteriolar a edema de disco óptico. O tratamento foca no controle rigoroso da pressão arterial, utilizando principalmente inibidores da enzima conversora de angiotensina. Em casos mais severos da oftalmopatia hipertensiva, podem ser utilizadas intervenções específicas como injeções intravítreas de anti-VEGF. O monitoramento regular é essencial para a detecção precoce e a prevenção de complicações. A colaboração entre cardiologistas e oftalmologistas é crucial para otimizar o manejo da condição e melhorar os resultados dos pacientes, enfatizando a necessidade de um controle rigoroso dos fatores de risco associados à hipertensão.