A vulnerabilidade alimentar refere-se à incapacidade de acessar alimentos suficientes e nutritivos, resultando em graves consequências para a saúde e o bem-estar. Mulheres transexuais enfrentam desafios que intensificam essa vulnerabilidade, como discriminação, desemprego, falta de acesso a serviços de saúde e exclusão social. Essa revisão de escopo oferece uma visão abrangente do conhecimento atual e destacando áreas para mais pesquisa. Foi utilizado a metodologia de Arksey e O'Malley (2005) para responder a seguinte pergunta: “Quais são os fatores que contribuem para a vulnerabilidade alimentar entre mulheres trans e quais são as consequências desta vulnerabilidade?”. Foi realizado a busca nas bases de dados PubMed, LILACS e Medline por artigos publicados entre 2019 e 2024 com os termos “transgender person”,"women", "food insecurity", "social vulnerability", “health vunerability” e "nutrition status". Foi incluído estudos que tratam diretamente da vulnerabilidade alimentar em mulheres trans e excluído aqueles que não diferenciavam entre populações trans ou focavam em homens trans. A busca resultou em 11 estudos relevantes que atenderam os critérios de inclusão. Os estudos destacam que desemprego e discriminação no trabalho são fatores críticos para a vulnerabilidade alimentar. Insegurança alimentar está frequentemente associada a problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade. Além disso, a falta de acesso a serviços de saúde e redes de apoio é uma barreira significativa. A revisão aponta para a necessidade urgente de mais estudos e políticas públicas para essa população principalmente no Brasil.