Este texto traz um recorte teórico de uma tese de doutorado na área de educação matemática com foco na discussão curricular a partir de teorizações de Gilles Deleuze e Félix Guattari, para pensar as relações que se estabelecem na escola em função de um aparelho de Estado e de uma máquina que opera para o Capitalismo. Para isso são mobilizados conceitos como agenciamentos molares e moleculares, para discutir como estratos que definem um modo de existência se impõem sobre os currículos; e o conceito pareado de número numerante e número numerado, para investigar como os espaços curriculares podem ser ocupados. Trata-se de conceitos que se forjam em um campo político e podem dar visibilidade às costuras curriculares que se fortalecem ou que se busca romper, sempre em movimentos contínuos. Assim, o texto se constrói por meio de uma prática cartografia que deseja desembaraçar linhas curriculares para problematizar o “entre”, tendo como resultados narrativas referentes ao acontecimento histórico das ocupações das escolas paulistas em 2015. A partir desta costura defende-se a possibilidade de existência de currículos outros possíveis nas bordas de uma maquinaria capitalista.