Objetivo: Caracterizar e identificar possíveis fatores associados a baixa adesão ao tratamento farmacológico em pacientes hipertensos acompanhados em programas de prevenção primária é fundamental para direcionar os cuidados e tratamento das ações em saúde, seja para implantar, propor ou ofertar serviços de saúde e até planejar recursos terapêuticos. Métodos: A coleta de dados sobre variáveis e determinantes sociais dos pacientes usuários do Sistema Único de Saúde e a aplicação de questionários de avaliação de adesão ao tratamento são ferramentas amplamente utilizadas em estudos prévios que pesquisaram tais fatores. Este trabalho utilizou desses meios em uma Unidade de Atenção Primária referenciada para tratamento de doenças crônicas não transmissíveis em Duque de Caxias, considerada um município de grande vulnerabilidade social no estado do Rio de Janeiro. Resultados: Na amostra pesquisada a prevalência da adesão ao tratamento farmacológico foi baixa. Dentre os fatores avaliados, os mais associados com a baixa adesão foram a idade avançada, a baixa escolaridade, a utilização de mais de cinco medicações por dia e a presença de uma comorbidade ou mais além da hipertensão arterial. Conclusão: A compreensão desses fatores ajuda a melhorar as estratégias oferecidas no atendimento em unidades de atendimento primário, visando uma manutenção do tratamento regular e sua adesão.