Este artigo apresenta uma revisão contextual, complementar e conceitual sobre os transtornos mentais nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), no Brasil, e o perfil epidemiológico dos pacientes atendidos. A pesquisa destaca a complexidade dessas condições e a necessidade de uma abordagem integral que leve em consideração os fatores biopsicossociais que as influenciam. A análise ressalta que os transtornos mentais são fenômenos multifacetados que afetam a funcionalidade e o bem-estar dos indivíduos. A presença de Transtornos Mentais Comuns (TMC) na população é destacada, evidenciando a importância de uma compreensão mais ampla dessas condições. No contexto dos serviços de saúde mental, é fundamental alinhar as práticas com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo uma abordagem em rede que considere os determinantes sociais da saúde. A expansão da capacidade dos serviços de saúde mental, com a integração eficaz dos CAPS e dos Ambulatórios de Saúde Mental, é recomendada para assegurar o tratamento adequado para diferentes níveis de gravidade. O estudo também destaca disparidades de gênero nas prevalências e características dos transtornos mentais, enfatizando a necessidade de abordagens sensíveis ao gênero na prestação de serviços. Além disso, políticas públicas devem abordar os determinantes sociais da saúde mental, como desigualdades socioeconômicas, apoio familiar e conexões sociais. Por fim, a pesquisa incentiva o desenvolvimento de mais estudos epidemiológicos para uma compreensão mais profunda da prevalência dos Transtornos Mentais Comuns (TMC), visando melhorar as intervenções terapêuticas e focos de atendimento.