O presente artigo busca argumentar a necessidade de descolonizar a formação docente, reconhecendo-a como um campo complexo em disputa na área da educação pública, de modo a gerar questionamentos sobre a configuração de saberes, práticas e concepções que impactam a formação a partir da matriz bio/política moderna-colonial que reproduz injustiças sociais e epistêmicas. A proposta deste trabalho passa por potencializar a formação de professores e diferentes profissionais da Educação a partir do repensar de forma crítica e descolonizadora o horizonte filosófico-político do “bem viver” para suscitar a reflexão sobre a historicidade e a presença atuante das formas de pensamento moderno-coloniais que permeiam nossas práticas educativas. A partir de reflexões argumentativas, produto dos projetos de pesquisa que as sustentam em articulação com nossa experiência pedagógica descolonizadora como formadoras de professores no México e na Colômbia, expomos os eixos que servem como mediações político-pedagógicas por meio de dispositivos bioepistêmicos potencialmente descolonizadores na formação de profissionais da Educação e professores, como o bem viver, a comunalidade, a horizontalidade-conhecimento a partir das concepções biocêntricas da Mãe Terra.