Introdução: Dentre as frutas com maior ascensão no mercado internacional, tem-se os açais Amazônicos como os mais promissores (E.oleracea e E. precatória). Estas espécies têm alto potencial econômico, principalmente pelo uso de seus frutos na preparação do “vinho de açaí” que são exportados para todo o mundo como energéticos. Verifica-se, no entanto, que cerca de 15% do fruto é utilizado, sendo considerável a quantidade de resíduos provenientes do despolpamento. Geralmente os subprodutos são descartados em grandes quantidades, resultando em problemas de origem ambiental e econômica. Objetivo: Realizar um levantamento bibliográfico sobre a composição química e as atividades biológicas resíduos de açaí. Metodologia: A revisão bibliográfica foi realizada utilizando como base de dados as plataformas de pesquisa SciELO, Semanthic e Google Acadêmico. Resultados: As sementes de E. precatoria apresentaram uma alta percentagem de fenólicos, substâncias consideradas antioxidantes e ligninas insolúveis, com cerca de 18,3% a 19,5% da biomassa. Na análise sobre as diferentes partes da semente de E. oleracea (pericarpo, endocarpo e o fruto na íntegra) o perfil da composição química das substâncias apolares foi muito semelhante em ambas as partes. Considerações finais: O estudo sobre a composição química das sementes de açaí torna-se uma oportunidade para o aproveitamento em larga escala de uma matéria prima que atualmente está sendo descartada e que pode gerar produtos biotecnológicos sustentáveis.