O objetivo geral deste artigo é observar riscos e consequências do reconhecimento, pelo Brasil, do Hezbollah como organização terrorista. O objetivo específico é a compreensão das questões subjacentes a pressões internacionais por esse reconhecimento. Apresentam-se definições de política externa de defesa, de narcoterrorismo, do Hezbollah, além de utilizarem-se como parâmetros aqueles países que já reconheceram o grupo como terrorista ao lado de frustrações e lições aprendidas pelo Brasil em política externa de defesa em outro período multipolar. Deduzem- se, assim, riscos e consequências no âmbito da Defesa e da Segurança Nacional do reconhecimento do Hezbollah como grupo terrorista pelo Brasil em face de interesses geopolíticos Europeus e dos Estados Unidos, da presença do Brasil na UNIFIL, da importância da África Atlântica para o país diante da crise do Golfo da Guiné e do narcoterrorismo presente na região ao lado da pirataria, além dos riscos e das consequências para a paz da comunidade judaica no Brasil. Conclui-se que o reconhecimento de uma organização como terrorista é de caráter político, devendo assim ser tratado em uma negociação que equilibre, portanto, a vontade de fazer o que parece moralmente correto com riscos e consequências para os interesses de longo prazo do Estado.
Tópico:
Terrorism, Counterterrorism, and Political Violence