Diante da necessidade de adaptação das indústrias sucroalcoleiras com a legislação ambiental vigente no país, percebe-se a necessidade de buscar formas de eliminar as queimadas nos canaviais sem afetar nos lucros do setor. A utilização da colheita mecanizada é uma forma encontrada de evitar com que parte dos canaviais sejam queimados, porém esbarra na dificuldade de que nem toda área de cultivo da cana-de-açúcar é plana, o que dificultada o trabalho das máquinas. Logo, busca-se alternativas sustentáveis para acabar com as queimadas nas áreas de encostas. Além da dificuldade tecnológica de implementação da colheita mecanizada no Estado de Pernambuco, vale ressaltar também que a implementação da Legislação acarreta uma série de prejuízos sociais em relação a emprego e renda. Muitos trabalhadores da Zona da Mata de Pernambuco vivem da safra da cana-de-açúcar oferendo sua mão-de-obra para o corte da cana. Assim, este trabalho tem como objetivo verificar a viabilidade da substituição da plantação da cana-de-açúcar por Eucalipto em áreas de encosta como forma de minimizar os impactos socioambientais ocasionados pelas queimadas dos canaviais. Para esse artigo foi utilizado como metodologia a pesquisa bibliográfica de natureza qualitativa e descritiva através do portal de Periódicos CAPES/MEC. A pesquisa foi refinada utilizando-se artigos atuais sobre o tema. Sendo assim, o plantio de eucalipto em substituição ao da cana-de-açúcar em áreas onde as colhedeiras não conseguem chegar pode ser uma solução viável e ambientalmente correta.