Este trabalho aborda alguns aspetos do envelhecimento social, associados a conceitos de autoimagem da pessoa mais velha e da imagem que o sénior projeta na sociedade. Apesar das pessoas mais velhas, não serem vistas da mesma forma em diferentes sociedades e culturas, é nas regiões urbanas onde se verifica maior predominância de alguns estereótipos associados à idade. Em contraposição é, também, nas cidades que os seniores mais encontram atividades e recursos para um envelhecimento ativo. Com o aumento da esperança média de vida, muitos indivíduos estão mais saudáveis e ativos até idades mais avançadas, pelo que a ideia da idade biológica não define per si o envelhecimento. Apesar do aumento verificado na esperança média de vida, a maioria das pessoas não se prepara para envelhecer, e tende mesmo a contrariar as evidências do seu próprio envelhecimento. Este texto pretende ser uma introdução para uma reflexão (mais profunda) sobre o envelhecimento e como nós, indivíduos únicos, inseridos numa sociedade complexa e multicultural, percecionamos o nosso envelhecimento e o dos outros. Na cultura social, é comum a construção da identidade do sénior por contraposição à identidade do jovem, propiciando o surgimento de estereótipos associados à idade. Por exemplo, existe um estereótipo associado à imagem do condutor mais velho, que remete para incapacidades na condução que, na generalidade das situações, deve ser indagado por não corresponder à verdade. A “autorregulação da condução”, típica nos seniores, é sinónimo de experiência, prudência e autoconhecimento, e faz evitar situações desafiantes e perigosas no trânsito.