O Brasil foi um dos países que apresentou maior crescimento econômico entre 1900 e 1980. A dinâmica econômica favorável ajudou no progresso geral das condições de vida da população e possibilitou a redução das desigualdades de gênero no país. As mulheres brasileiras conquistaram vitórias expressivas, como a conquista do direito de voto em 1932, o aumento da esperança de vida, o aumento das matrículas escolares, maior acesso aos benefícios da previdência e da proteção social (como o Bolsa Família) e grandes avanços no mercado de trabalho. A partir de 1940 as mulheres passaram a ser maioria da população brasileira e, a partir de 1998, passaram a ser maioria do eleitorado. Parecia que o país caminhava ao longo do século XXI para uma sociedade que se aproximava da paridade de gênero. Porém, a conjuntura favorável ao progresso feminino mudou a partir da crise econômica de 2014 e se agravou ainda mais com os impactos da pandemia da covid-19. O Brasil tem assistido retrocessos no campo da maior autonomia feminina e na inserção das mulheres no mercado de trabalho.