Tendo como fonte a memória oral, através de relatos orais e histórias de vida, e documentos escritos disponíveis, o presente estudo busca reconstituir, no cotidiano de mulheres parteiras, benzedeiras e curandeiras de povoações remanescentes de antigos quilombolas da Região do Tocantins-norte da Amazônia, relações estabelecidas no âmbito familiar relacionadas a gênero e etnicidade, execução de papéis informais, as várias formas de improvisações em prol da sobrevivência, suas práticas e seus saberes místicos ou de ligações sobrenaturais, enfim, as suas resistências.