Experiência e rememoração são dois conceitos-chave na obra de Walter Benjamin, os quais estão subjacentes à sua análise da história, principalmente a partir da década de 1930. Os ensaios Experiência e pobreza (1933) e O narrador (1936), assinalam a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) como o momento decisivo do fim da experiência transmissível, uma vez que esta catástrofe deixou os indivíduos mais pobres de experiências, pois voltaram traumatizados e silenciados. Sob a influência da memória involuntária de Marcel Proust e da experiência do choque de Freud, Benjamin propõe uma nova ideia de história em que a relação entre passado e presente é realizada por meio das imagens dialéticas. Desse modo, será a rememoração capaz de operar como uma redenção da tradição histórica? E como se configura a relação entre rememoração e imagens dialéticas?