O ensaio analisa os trânsitos das temporalidades do ato fotográfico a fim de observar como o processo que, levava horas, passou a ser feito em alguns segundos, culminando no radicalismo do instantâneo que marca a produção e o consumo de imagens fotográficas na contemporaneidade. Como consequência dessa aceleração, as fotografias se tornam efêmeras e descartáveis, apresentando-se como sintomas de uma temporalidade do presente, que rege as relações sociais, as comunicações e as formas de pensar com a sensação agônica da constante ausência de tempo.