Frente a crescente vulnerabilização de idosos nos contextos de desastres, propomos neste artigo refletir sobre o contexto atual de planejamento público voltado a pessoas idosas residentes no meio urbano, rural e em instituições de longa permanência em quatro municípios brasileiros severamente afetados por desastres hidrológicos e geológicos nos anos de 2008 e 2011. Trata-se de um estudo exploratório-descritivo, de natureza quantiqualitativa. Os achados apontam para um cenário preocupante acerca da inclusão do grupo idoso no planejamento municipal de prevenção, preparação, resposta e recuperação aos desastres. A inclusão de grupos segmentados da política pública, bem como o aprendizado de situações de emergência e calamidades públicas anteriores, podem auxiliar a delinear formas de enfrentamento mais assertivas em crises futuras, especialmente para evitar situações de agravo à saúde, de mortalidade e precarização das condições de vida.