Enquanto lócus de vivências e sociabilidade, a escola é um espaço legítimo de produção de saberes e conhecimentos. No entanto, durante a pandemia da Covid-19, essas experiências foram interrompidas, demandando novos arranjos em outros espaços e de outras formas. Nessa direção, o presente estudo ouviu 48 entrevistados de seis cidades do Estado de Pernambuco e Paraíba sobre como se deu o processo de ruptura do ensino presencial para o ensino remoto. Trata-se de um estudo de natureza descritiva que mescla dados quantitativos e qualitativos, cujos resultados enfatizaram aspectos da (in)viabilidade do ensino remoto, considerando critérios da inclusão tecnológica, qualidade e eficiência dos processos e, além disso, destacou o papel da família nas novas mediações e interações de aprendizagem.