Este artigo, que resulta do recorte de uma pesquisa que investigou a aula desde a tradição greco-romana às práticas pedagó-gicas inovadoras, busca refletir a partir de uma perspectiva foucaultiana, sobre a educação no contemporâneo neste espaço microfísico de encontro entre vivos e mortos, que é a aula. Para tal, estabelece uma aproximação entre a filosofia antiga e o pensamento do educador brasileiro Paulo Freire no ano de seu centenário, tomando os exercícios espirituais aprender a viver, aprender a morrer, aprender a ler e aprender a dialogar (Hadot, 2014a) como uma abertura para pensar outras aulas possíveis e, por conseguinte, outros mundos possíveis. [1] Trata-se de uma pesquisa de Doutorado intitulada “Do tempo-atenção do estudo ao tempo-interesse do estudante: uma arquegenealogia da aula”, realizada por meio do Programa de Pós-graduação em Educação Unisinos e pelo Programa Capes-Print, realizado na Universidade de Lisboa.