Objetivo: Explorar os dados disponíveis na literatura sobre a amamentação e o aleitamento materno em lactentes cardiopatas. Metodologia: Revisão integrativa da literatura, com busca nas bases de dados SCIELO e PUBMED. Os critérios de inclusão adotados foram: pertencer ao recorte temporal dos últimos 5 anos, 2017 a 2021, estar descrito em português, inglês ou espanhol, com disponibilidade na íntegra. Os critérios de exclusão foram: tratar do resultado ou efeito de cirurgias sob a cardiopatia específica em questão, editoriais, monografias, textos e conteúdo não científico. Resultados: Foram selecionados 23 estudos. O aleitamento materno é a opção mais eficaz para nutrição do RN/lactente, assim como é um fator preditor de prevenção de infecções e diminuição no tempo de internamento em UTIN. Bebês cardiopatas estão mais suscetíveis à disfagia, desnutrição, infecções e desmame precoce. Conclusão: Educar em saúde sobre as propriedades nutritivas e imunológicas do leite materno, que são fundamentais para a diminuição do risco infeccioso, para o preparo pré-cirúrgico, bem como para a recuperação pós-cirúrgica, é um cuidado muito importante para o binômio. A estimulação precoce da amamentação deve respeitar a clínica do recém-nascido. É necessária a compreensão da equipe sobre a importância da notificação dos casos de cardiopatia congênita e das especificidades da amamentação em bebês cardiopatas, para que os cuidadores sejam encorajados em investir na amamentação e que sejam orientados sobre os riscos envolvidos nesse processo, como reconhecê-los e que atitudes tomar caso seja necessária intervenção.