Este artigo retrata a invisibilidade social e espacial no caso do Aterro Metropolitano de Jardim Gramacho (AMJG), localizado em Duque de Caxias (RJ), Brasil. Tem como objetivo relacionar os agentes responsáveis pelo processo de invisibilidade social e espacial do AMJG. Especificamente, pretende-se analisar os efeitos de seu funcionamento no território. A partir de análises empíricas e documentais, foram identificadas injustiças ambientais e ‘negligências urbanísticas’ por parte de agentes públicos, privados e do mercado imobiliário em todo o processo de implantação, funcionamento e encerramento do AMJG. Mesmo com a repercussão internacional deste caso extremo, constatou-se que não foram implementadas soluções efetivas para minimizar aspectos de exclusão social, pobreza e contaminação até hoje. Desta forma, as contribuições deste artigo evidenciam a omissão dos agentes responsáveis pela atual situação de degradação ambiental, precariedade e insalubridade, e alertam sobre a necessidade de desenvolver planos eficazes para a recuperação adequada da área.