As pessoas portadoras de deficiências que afetam o sistema cerebral possuem limitações que dificultam suas atividades rotineiras, tornando-as dependentes dos cuidadores para lhes proporcionar melhores condições de sobrevivência e qualidade de vida. Ao encontro disso, nota-se que o bem-estar e a qualidade de vida desses cuidadores influenciam diretamente na assistência desses pacientes. Trata-se de um estudo de natureza descritiva, baseado em um relato de experiência de um Enfermeiro que buscou compreender os aspectos relacionados à qualidade de vida de cuidadores de crianças portadoras de microcefalia em um município do interior de Minas Gerais, através de relatórios encaminhados pelas Esquipes de Saúde da Família. Nota-se, através da vivência do enfermeiro, que a mãe é a principal cuidadora dessa criança e abdica-se de viver sua própria vida em função dos cuidados que esses filhos necessitam, demonstrando sobrecarga em relação ao cuidado, além de estresse e desgaste físico e emocional. Diante dos achados, conclui-se que essas mães necessitam de uma atenção voltada à sua saúde física e mental e que são necessários mais estudos voltados à essa temática, afim de que haja maiores subsídios para a melhora da qualidade de vida destes indivíduos.