O artigo aborda experiências na adoção de medidas de proteção social frente à pandemia de COVID19 na América Latina, com foco na Argentina, México e Brasil. O argumento central é que a pandemia requer medidas de proteção social, mas esbarra nas limitações dos sistemas implantados nos países. Assim, a crise sanitária, agrava as já profundas desigualdades sociais. Buscou-se identificar pontos convergentes, singularidades e desafios para seus sistemas de proteção social e conclui-se que as respostas produzidas, voltadas para segurança de renda, por meio de auxílios de emergência para indivíduos/famílias ou socorro a setores produtivos, se mostram insuficientes. É primordial articulá-las com medidas abrangentes de proteção social que fortaleçam o Estado para garantir direitos universais de cidadania, como saúde, trabalho protegido e renda básica de cidadania.