Introdução: Compreender a relação intersubjetiva que permeia o cuidado de enfermagem requer reconhecimento recíproco enfermeiro e paciente e/ou familiar. Para tanto, é necessário refletir sobre a construção do próprio ser humano consolidado no amor, no direito e na solidariedade. Objetivo: Refletir sobre o saber e fazer do cuidado de enfermagem a partir do respeito aos três padrões de reconhecimento conforme Honneth: amor, direito e solidariedade. Materiais e Métodos: Revisão integrativa da literatura, com busca nas bases de dados eletrônicas, nacionais e internacionais, a partir de descritores controlados e palavras relacionadas. Utilizou-se também a obra “Luta por Reconhecimento: a gramática moral dos conflitos sociais”. Resultados: Foram incluídos 16 artigos na revisão. Os resultados apontaram a práxis da enfermagem frente à escolha/recusa do cuidado respaldado no respeito mútuo, nas legalidades e nas reflexões frente à complexidade subjetiva do paciente e sua autonomia. Discussão: O amor, direito e solidariedade, compreendidos no processo de cuidado em enfermagem são vistos na literatura como uma construção história e social de reconhecimento mútuo, assim como relação intersubjetiva entre o profissional e o indivíduo, buscando estabelecer respeito à dignidade humana e à sua autonomia. Desrespeitar tais relações resultam em desumanização e desmoralização do sujeito. Conclusões: O respeito às dimensões do amor, direito e solidariedade contribuem para o reconhecimento do cuidado de enfermagem e autonomia do paciente.