O artigo tem o objetivo de analisar como os acordos políticos e comerciais, estabelecidos entre Portugal e Inglaterra, foram fundamentais para as discussões sobre a liberdade de culto no Brasil da primeira metade do século XIX. A partir de uma investigação com base nas questões sociais, políticas e culturais, os documentos jurídicos e periódicos utilizados foram importantes para compreendermos os debates diplomáticos sobre a temática eclesiástica em um território de devoção oficial católica. Neste sentido, percebemos os limites dos acordos estabelecidos, a abertura para a inserção de novas práticas culturais, as representações construídas sobre os protestantes e a formação de um cenário eclesiástico diferente do visualizado antes do estabelecimento da Família Real no Brasil.