Measure social inequalities in antimicrobial resistance in Neisseria gonorrhoeae in Colombia.Ecological study using a multi-panel of data, disaggregated at the subnational level, and using isolations of N. gonorrhoeae as a proxy for antimicrobial resistance (AMR) between 2009 and 2018. A sociodemographic characterization, an analysis of the antimicrobial sensitivity of isolations of N. gonorrhoeae, and a measurement of inequalities in AMR in N. gonorrhoeae were conducted using the slope index of inequality, the relative inequality index, and the concentration index.The findings indicate antimicrobial resistance to penicillin (50.7%) and tetracycline (67.3%) in isolations of N. gonorrhoeae, and the existence of absolute and relative inequalities during the study period. Access barriers to health services, not having received information on the prevention of sexually transmitted infections, basic unmet needs, and illiteracy explained the inequalities in AMR in N. gonorrhoeae.Six recommendations emerged with a view to largely containing AMR in N. gonorrhoeae: i) increase awareness of safe sexual and reproductive health; ii) rethink how to deliver key messages with an equity approach; iii) improve information, prescription, and drug chain systems; iv) form coalitions to improve response and share objectives with the private sector; v) improve the availability and disaggregation of data; and vi) support research on inequalities in AMR.Medir as desigualdades sociais na resistência antimicrobiana de Neisseria gonorrhoeae na Colômbia.Estudo ecológico que utilizou um painel múltiplo de dados desagregados ao nível subnacional de isolados de N. gonorrhoeae como substituto para a resistência antimicrobiana (RAM) entre 2009 e 2018. Realizamos uma caracterização sociodemográfica, uma análise da sensibilidade antimicrobiana dos isolados de N. gonorrhoeae e uma medição das desigualdades na RAM para N. gonorrhoeae utilizando o índice absoluto de desigualdade, o índice relativo de desigualdade e o índice de concentração.Os resultados indicam a existência de resistência antimicrobiana nos isolados de N. gonorrhoeae à penicilina (50,7%) e à tetraciclina (67,3%), bem como desigualdades absolutas e relativas durante o período analisado. Os obstáculos no acesso aos serviços de saúde, a falta de informações sobre a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, a existência de necessidades básicas não satisfeitas e o analfabetismo explicam as desigualdades na RAM de N. gonorrhoeae.Podem ser feitas seis recomendações para conter em grande medida a RAM de N. gonorrhoeae: i) aumentar a conscientização sobre a saúde sexual e reprodutiva segura, ii) repensar a forma de transmitir as mensagens principais, com foco na equidade, iii) melhorar os sistemas de informação, prescrição e a cadeia de medicamentos, iv) criar coalisões para melhorar a capacidade de resposta e compartilhar objetivos com o setor privado, v) melhorar a disponibilidade e a desagregação de dados e vi) apoiar a pesquisa sobre as desigualdades na RAM.