Esta investigação analisou as questões sobre a memória e o esquecimento em Funes, O Memorioso, de Jorge Luis Borges, com base em Bergson (2009), Halbwachs (1990) e Le Breton (1999), entre outros para discutir estes temas. Além disso, a leitura do protagonista baseou-se no conceito de Mikhail Bakhtin do excesso de visão. Os resultados da análise mostraram que a memória no texto de Borges se constrói por um contato intenso com a imaginação e também que o excesso de visão testifica que Funes, à medida que ganha uma capacidade extraordinária para recordar, perde a capacidade necessária para esquecer.