Este artigo pretende traçar as possibilidades de aproximação entre ambos os filósofos por meio do prisma do espaço, do mundo, da terra, do habitar e da casa. Para isso, foram utilizadas, principalmente, leituras que permeiam o segundo Heidegger, nas obras entre 1936 e 1969, e as obras de Bachelard mais ligadas a terra e ao espaço, entre 1933 e 1948. Desse modo, após várias reflexões sobre as semelhanças e dessemelhanças de ambos os filósofos, foi possível encontrar os pontos de divergência e convergência, estes últimos acabam superando os primeiros nos entre-espaços possíveis, sobretudo, nas visões da arte, mas não tanto da linguagem que cada um utilizou. Por isso, são desafiadoras e instigantes as rupturas causadas na possibilidade de continuidade dessas tendências filosóficas.