No artigo apresentamos discussões à luz dos pensamentos e contribuições do Grupo de Estudos de Educação e Relações de Gênero – GEERGE, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, referentes à Pedagogia Queer, sexualidades, relações de gênero e normatização presentes nos espaços escolares. Refletimos sobre uma padronização das pedagogias escolares, voltando o olhar para as crianças pequenas, às quais de alguma maneira tendem a resistir a essas normatizações hegemônicas e heteronormativas, difundidas como única e possível forma de viver e constituir as sexualidades. Buscamos compreender como ocorre a educação de meninos e meninas que subvertem essas fronteiras de padrões impostos, como estes corpos tornam-se invisíveis ao não se encaixarem na norma heterossexual. Quais as estratégias que a Pedagogia Queer oferece para tornar visíveis estes corpos, trazendo-os para ordem discursiva, do dizível.