Que desafios estão postos à formação de educadoras e educadores do campo para que gênero, raça e natureza sejam incorporados plenamente ao seu marco conceitual, metodológico e político, enquanto categorias úteis para a superação da lógica monorracial, monocultural e heteropatriarcal que organiza a educação brasileira? Esta é a questão que propomos para conduzir as reflexões sobre os diálogos em construção entre decolonialidade e formação de educadoras e educadores do campo. Neste ensaio, cujo o ponto de partida é a atuação junto aos movimentos sociais do campo, especialmente os movimentos de mulheres, negros, quilombolas e feministas, decolonialidade e educação do campo são compreendidas enquanto movimento, práxis política e epistêmica.