No presente artigo, nos propomos a indicar, em parte da obra de Walter Benjamin, o que chamamos de uma angeologia, relacionando-a com a experiência da infância, o que se configura como a possibilidade de defesa de uma relação entre infância e religião. Apoiando-se na mística judaica, Benjamin faz uma conexão singular entre materialismo histórico e teologia, defendendo uma compreensão política da infância e uma aliança crítica entre a teologia e o materialismo histórico. O pensador sugere caminhos férteis para a crítica da noção de ingenuidade infantil e garante uma posição privilegiada aos profanos usos infantis da tradição nas brincadeiras.