Karl Rahner, ao articular natureza e graça em teologia sistemática, traz da escolástica para os desafios do nosso tempo o conceito de “cristãos anônimos”, que, depois de já se considerar superado por teólogos do diálogo inter-religioso de décadas atrás, volta ao cenário atual como relevante devido à nova onda de enrijecimento de alas conservadoras do catolicismo. Este artigo, refazendo o percurso trilhado por Rahner, investiga os sempre novos caminhos da graça divina, que deseja salvar a todos e todas, dentro e fora do mundo das religiões.