Este artigo analisa, por meio de uma abordagem multidimensional, a pobreza das chefes de família da Região Nordeste do Brasil no ano de 2015. Para tal, fora estimado o Índice de Pobreza Multidimensional (MPI) tendo por base os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Os resultados evidenciaram que na região Nordeste as famílias que são chefiadas por mulheres e que têm a presença do cônjuge ou companheiro são multidimensionalmente mais pobres em relação às famílias chefiadas por mulheres onde não há a presença de cônjuge ou companheiro. No entanto, não foi possível afirmar que existe um processo de feminização da pobreza em termos multidimensionais quando se compara o resultado do MPI (M0)entre mulheres e homens (independente da presença ou não de cônjuge ou companheiro). Também fora observado que para as chefes de família da Região Nordeste, onde não havia a presença de cônjuge ou companheiro, as dimensões relativas à vulnerabilidade familiar, disponibilidade de recursos e uso do tempo foram os fatores nos quais as mulheres se mostraram mais vulneráveis em comparação aos homens. Quando considerado a presença de cônjuge ou companheiro, essas mulheres foram mais privadas somente na dimensão de uso do tempo em relação aos homens chefes de família dessa região. As dimensões relativas ao trabalho, a renda e ao consumo de bens foram as que mais contribuíram para a inserção da mulher nordestina em uma condição de pobreza, e são assim, temas que exigem mais atenção do poder público.
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Rural Development and Agriculture
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FuenteRevista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional