O presente estudo teve como objetivo a adaptação e a validação da Escala de Relação Coparental —erc— em mães portuguesas. A versão original da medida avalia as quatro dimensões da coparentalidade do modelo ecológico da coparentalidade, através de 7 subescalas. O estudo foi composto por uma amostra de 548 mães numa relação íntima heterossexual, e pelo menos um filho com o atual parceiro conjugal com uma idade inferior a 18 anos. Testada através de análise fatorial confirmatória, a solução fatorial final investigada apresentou um ajustamento satisfatório, o que sugere a validade de construto da erc, χ2 (372) = 828.5, ns, cfi = 0.95, nfi = 0.91 e rmsea = 0.04 (90 ic = 0.04-0.05). A escala também apresentou coeficientes de consistência interna entre o satisfatório e o elevado em todas as subescalas (α de Cronbach entre 0.70 e 0.94) e valores muito satisfatórios de validade convergente e divergente, obtidos através de análises correlacionais da erc com outros construtos teoricamente selecionados. Os resultados dão suporte inicial à qualidade psicométrica da versão portuguesa da erc.Palavras-chave: coparentalidade, mães, validação, avaliação.