O presente artigo debate as relações entre cultura e modernidade, a partir da epistemologia das ciências sociais e sua incidência nos atuais dilemas da filosofia política. Assim, procura-se compreender se a noção de emancipação pode ser resgatada na análise das dinâmicas culturais, conforme a passagem da modernidade para a pós-modernidade desdobra-se em termos de novos sujeitos e fronteiras fluidas, desfazendo as noções de estrutura social, de território e de Estado. O texto reforça a necessidade de composição de um novo paradigma de reconhecimento que vá para além das prerrogativas críticas estabelecidas nas ciências sociais, ou seja, considerando as diferenças culturais como ponto de apoio. Entende-se que essa opção tende a assegurar tanto a identidade do sujeito subalterno como a possibilidade de construção de sua representação política.