Trata-se de duas análises intimamente ligadas e relacionadas com os moradores de rua da cidade de Bogotá. Na primeira desenhar-se-á, a partir dos trabalhos de Erwin Goffman sobre as formas de interação, as representações sociais que os moradores de rua encarnam, e terminam por defini-los como seres estigmatizados, e portanto, incluídos na categoria de “exclusão social extrema”. A segunda análise parte da interpretação desta exclusão, seguindo o caminho traçado por Victor Turner, que conforma uma anti-estrutura, uma “excrescência liminóide” da sociedade. As duas análises conjugam-se seguindo a idéia de “máquina corretiva” de Turner, segundo a qual estas pessoas, representadas como malignas, devem ser transformadas ou extirpadas do conjunto da sociedade, tornando-se ao mesmo tempo “puro signo” de um comportamento que não pode ser permitido no espaço das cidades.