É inegável a importância da Caatinga para os equilíbrios fitogeográfico e ecossistêmico de todo o país, mas dados do Ministério do Meio Ambiente apontam um desmatamento de 46% da área desse bioma. No intuito de reduzir os efeitos da degradação ambiental e preservar a natureza, o Estado usa estratégias, como a criação das áreas legalmente protegidas, destinadas à preservação dos ecossistemas florestais e sua biodiversidade, à luz dos princípios e diretrizes constantes na Política Nacional do Meio Ambiente. O Parque Estadual Mata da Pimenteira em Serra Talhada/PE é a primeira unidade de conservação estadual na Caatinga pernambucana. Este estudo, realizado em fevereiro e junho de 2015, objetivou identificar os principais desafios e perspectivas da atual gestão do referido parque para fazer cumprir o que estabelece o seu Plano de Manejo. Ao ser entrevistado, o atual gestor do parque apontou como dificuldades: a falta de recursos humanos e materiais, assim como a necessidade de capacitação dos membros do Conselho Gestor. Ao contrastar a fala do gestor com as prioridades constantes no Plano de manejo do parque e os dados obtidos com a pesquisa de campo, evidencia-se que as carências por ele externadas prejudicam o alcance dos objetivos dessa unidade de conservação, no entanto, há perspectivas de melhora desse cenário.