Arthur Ramos (1903-1949) foi um médico alagoano que atuou e se destacou em outras áreas do conhecimento para além do de sua formação acadêmica, como era comum em sua época. Assim, trabalhou com criminologia, folclore, psicologia, higiene mental e antropologia. Cientista de envergadura internacional, Ramos atuou energicamente contra o preconceito de cor que ganhava força com a Segunda Guerra Mundial. Por meio de manifestos, palestras, livros e outros, enfatizava sempre o erro em usar as teorias cientificistas do século XIX como embasamentos teóricos às diferenças entre povos, tidas ainda como diferenças raciais, bem como defendia a ideia de que tais diferenças ocorriam por motivos históricos e nunca raciais. Focando seus trabalhos desenvolvidos sob esta temática, busca-se analisar seu papel (político, social e científico) como defensor da igualdade entre as raças, do ponto de vista biológico e, por conseguinte, social.