Com efeito, a própria dinâmica natural do local em questão torna-se absolutamente desrespeitada, o que atravanca o próprio "progresso" desejado pelos agentes atuantes na sociedade: o rio que antes era usado para abastecimento, no meio urbano torna-se um esgoto a céu aberto que reduz significativamente a qualidade de vida dos arredores.As margens impermeabilizadas dos corpos hídricos trarão enchentes, que, além de prejuízos públicos e privados, trazem ainda o atraso da circulação de bens e mercadorias e, assim, prejuízos também no que concerne à economia e à sociedade local, como descreve Lima a seguir:Menciona-se também a inserção de tais elementos na dinâmica do espaço transformado: o rio, além de fonte de abastecimento de água, agora é também corredor de escoamento dos dejetos da cidade; o solo, além de substrato para a existência dessa dinâmica, agora é fronteira a ser explorada para dinamizar a fluidez da cidade, com os cabos subterrâneos de energia elétrica e canos de abastecimento e escoamento de esgoto, além dos suntuosos trens,subterrâneos, essenciais para o transporte de pessoas aos diferentes lugares da cidade […] O meio natural, a partir do momento em que sua capacidade é extrapolada pelos excessos da vida nas cidades, faz com que a natureza, então fonte de riquezas e substrato essencial para a vida do ser humano