Duzentos anos de ordem colonial marcaram na América Latina uma pauta de desenvolvimento institucional caracterizado pela tensão entre lei e cultura. De uma perspectiva histórica e neo-institucionalista, indica-se a distancia que existe entre os comportamentos tradicionais próprios do modo como se criou a ordem social e a ordem legal ¿imposta¿ por governantes que nem sempre corresponde de modo adequado à sociedade que pretende regular. O artigo analisa, a partir de onze romances hispano-americanos, as instituições formais e informais que emergem em três fases críticas do desenvolvimento institucional da América Latina.