A experiência do trabalho terapêutico familiar enfatiza a influência do sofrimento traumático nas relações pai-filho, especialmente quando estas se constituem sobre os modos de filiação narcisistas em que predomina o que se incorpora por violências transgeracionais e transubjetivas. A abordagem da terapia familiar é hoje bem reconhecida no tratamento de crianças e adolescentes e, apesar de sua difícil aplicação, é muito promissora para famílias que lidam com jovens adultos atraídos pelas lógicas de ruptura (violência, isolamento social, vícios), fornecendo meios para desenvolver dispositivos de trabalho clínico plurifocais apoiados em uma rede interinstitucional.