Esse artigo tem como objetivo realizar uma reflexão sobre o modelo de Redução de danos no uso de drogas em contraposição ao modelo de guerra às drogas. Através de análise de textos que versam sobre o assunto, verifica-se que a Redução de danos, embora tenha surgido no começo do século passado na Inglaterra, só se concretizou como estratégia de saúde para usuários de drogas com o advento da epidemia de HIV/AIDS no início da década de 80 do século passado, relacionada ao uso de drogas injetáveis, ficando suas ações focadas na troca de seringas. No entanto, nos dias atuais ela expandiu a sua perspectiva de minimização de danos em outras situações de uso de drogas, configurando-se como uma alternativa mais viável em face à confirmada falência do modelo hegemônico de guerra às drogas.